{"id":148,"date":"2026-10-29T06:25:13","date_gmt":"2026-10-29T06:25:13","guid":{"rendered":"https:\/\/asesor.legal\/pt\/blog\/nacionalidade-filhos-nascidos-em-portugal\/"},"modified":"2026-10-29T06:25:13","modified_gmt":"2026-10-29T06:25:13","slug":"nacionalidade-filhos-nascidos-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asesor.legal\/pt\/blog\/nacionalidade-filhos-nascidos-em-portugal\/","title":{"rendered":"Filho de estrangeiros nascido em Portugal \u00e9 portugu\u00eas?"},"content":{"rendered":"<p class=\"nota\"><strong>Lei alterada recentemente.<\/strong> A Lei da Nacionalidade foi alterada pela Lei Org\u00e2nica n.\u00ba 1\/2026, em vigor desde 19 de maio de 2026, e as regras para os filhos de estrangeiros nascidos em Portugal mudaram: a nacionalidade deixou de ser autom\u00e1tica e o tempo de resid\u00eancia exigido aumentou. Este artigo foi verificado a 29 de outubro de 2026 com o texto oficial da lei. Confirme se houve altera\u00e7\u00f5es posteriores antes de tomar decis\u00f5es.<\/p>\n<aside class=\"resposta-rapida\">\n<h2>Resposta r\u00e1pida<\/h2>\n<ul>\n<li>Nascer em Portugal <strong>n\u00e3o torna, por si s\u00f3<\/strong>, uma crian\u00e7a portuguesa quando os pais s\u00e3o estrangeiros.<\/li>\n<li>A crian\u00e7a \u00e9 portuguesa de origem se <strong>declarar que quer ser portuguesa<\/strong> e, no momento do nascimento, um dos pais <strong>residir legalmente em Portugal h\u00e1 pelo menos cinco anos<\/strong> (Lei da Nacionalidade, art. 1.\u00ba, n.\u00ba 1, al. f)). At\u00e9 18 de maio de 2026 bastava um ano, mesmo sem t\u00edtulo, e a nacionalidade era atribu\u00edda salvo declara\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio.<\/li>\n<li>Tamb\u00e9m \u00e9 portuguesa de origem se um dos pais tiver nascido em Portugal e aqui residir \u00e0 data do nascimento (al. e)), ou se n\u00e3o tiver outra nacionalidade (al. g)).<\/li>\n<li>Se n\u00e3o cumprir estas condi\u00e7\u00f5es, o menor pode ser <strong>naturalizado<\/strong> quando um dos pais tiver cinco anos de resid\u00eancia legal e a crian\u00e7a frequentar a escolaridade obrigat\u00f3ria, quando aplic\u00e1vel. \u00c9 gratuito (art. 6.\u00ba, n.os 2 e 12).<\/li>\n<li>Os procedimentos pendentes a 19 de maio de 2026 seguem a lei anterior (Lei Org\u00e2nica n.\u00ba 1\/2026, art. 7.\u00ba, n.\u00ba 2).<\/li>\n<\/ul>\n<\/aside>\n<p>Muitos pais estrangeiros que vivem em Portugal perguntam se o filho que aqui nasceu j\u00e1 \u00e9 portugu\u00eas. A resposta depende do tempo e do tipo de resid\u00eancia dos pais, da data do pedido e, desde 2026, de uma declara\u00e7\u00e3o expressa. Neste artigo explicamos as regras em vigor, o que mudou, o que acontece aos pedidos j\u00e1 entregues e a alternativa da naturaliza\u00e7\u00e3o, com base na <a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=614&amp;artigo_id=614A0001\" rel=\"noopener\">Lei n.\u00ba 37\/81 (Lei da Nacionalidade)<\/a> consultada a 29 de outubro de 2026.<\/p>\n<h2>Um filho de estrangeiros nascido em Portugal \u00e9 portugu\u00eas?<\/h2>\n<p>S\u00f3 em tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es previstas na lei; fora delas, n\u00e3o \u00e9 portugu\u00eas de origem. Segundo o <a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=614&amp;artigo_id=614A0001\" rel=\"noopener\">art. 1.\u00ba, n.\u00ba 1<\/a>, s\u00e3o portugueses de origem os nascidos no territ\u00f3rio portugu\u00eas, filhos de estrangeiros:<\/p>\n<div class=\"tabela\">\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Situa\u00e7\u00e3o<\/th>\n<th>Condi\u00e7\u00e3o<\/th>\n<th>Norma<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Um dos pais tamb\u00e9m nasceu em Portugal<\/td>\n<td>Esse progenitor tem resid\u00eancia em Portugal, independentemente de t\u00edtulo, ao tempo do nascimento<\/td>\n<td>Art. 1.\u00ba, n.\u00ba 1, al. e)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Pais residentes legais<\/td>\n<td>Os pais n\u00e3o est\u00e3o ao servi\u00e7o do seu Estado; a crian\u00e7a declara que quer ser portuguesa; um dos pais reside legalmente em Portugal h\u00e1 pelo menos cinco anos no momento do nascimento<\/td>\n<td>Art. 1.\u00ba, n.\u00ba 1, al. f)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Crian\u00e7a sem outra nacionalidade<\/td>\n<td>N\u00e3o possui outra nacionalidade<\/td>\n<td>Art. 1.\u00ba, n.\u00ba 1, al. g)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>A nacionalidade de origem produz efeitos desde o nascimento (<a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=614&amp;artigo_id=614A0011\" rel=\"noopener\">art. 11.\u00ba<\/a>). Se nenhuma destas situa\u00e7\u00f5es se aplica, a crian\u00e7a mant\u00e9m a nacionalidade dos pais e pode, mais tarde, ser naturalizada.<\/p>\n<h2>O que mudou em 2026 para os filhos de imigrantes?<\/h2>\n<p>Mudaram tr\u00eas coisas na al\u00ednea f), a mais usada pelas fam\u00edlias imigrantes:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Declara\u00e7\u00e3o expressa.<\/strong> Antes, eram portugueses os filhos de estrangeiros \u00abque n\u00e3o declarem n\u00e3o querer ser portugueses\u00bb; agora, s\u00f3 os que \u00abdeclararem que querem ser portugueses\u00bb.<\/li>\n<li><strong>Tempo de resid\u00eancia.<\/strong> Antes, bastava que um dos pais residisse em Portugal h\u00e1 pelo menos um ano; agora s\u00e3o <strong>cinco anos<\/strong>.<\/li>\n<li><strong>Tipo de resid\u00eancia.<\/strong> Antes, contava a resid\u00eancia \u00abindependentemente do t\u00edtulo\u00bb; agora tem de ser <strong>resid\u00eancia legal<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A prova tamb\u00e9m mudou: a resid\u00eancia legal prova-se, no momento da declara\u00e7\u00e3o, com o documento de identifica\u00e7\u00e3o do pai ou da m\u00e3e e com um dos documentos dos t\u00edtulos ou estatutos de resid\u00eancia v\u00e1lidos referidos no art. 15.\u00ba (<a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=614&amp;artigo_id=614A0001\" rel=\"noopener\">art. 1.\u00ba, n.\u00ba 4<\/a>). Residem legalmente os estrangeiros com a situa\u00e7\u00e3o regularizada ao abrigo de t\u00edtulos, vistos ou autoriza\u00e7\u00f5es previstos na lei de estrangeiros ou no regime de asilo (<a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=614&amp;artigo_id=614A0015\" rel=\"noopener\">art. 15.\u00ba, n.\u00ba 1<\/a>). O Regulamento da Nacionalidade aceita, entre outros, o t\u00edtulo de resid\u00eancia ou uma certid\u00e3o do tempo de resid\u00eancia legal emitida pela AIMA (<a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=895&amp;artigo_id=895A0010A\" rel=\"noopener\">art. 10.\u00ba, n.\u00ba 3<\/a>). Se ainda n\u00e3o tem t\u00edtulo, o primeiro passo \u00e9 regularizar-se: veja <a href=\"https:\/\/asesor.legal\/pt\/blog\/agendamento-aima\/\">como conseguir agendamento na AIMA<\/a>.<\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o: \u00e0 data desta verifica\u00e7\u00e3o, o Regulamento ainda reproduzia a regra antiga de um ano no seu art. 10.\u00ba, n.\u00ba 1, porque n\u00e3o tinha sido adaptado \u00e0 reforma. Prevalece a lei. Algumas p\u00e1ginas oficiais tamb\u00e9m ainda n\u00e3o estavam atualizadas.<\/p>\n<h2>Como pedir a naturaliza\u00e7\u00e3o de um menor nascido em Portugal?<\/h2>\n<p>Se a crian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 portuguesa de origem, pode ser naturalizada. O Governo concede a nacionalidade aos menores nascidos em Portugal, filhos de estrangeiros, quando, no momento do pedido, se cumprem cumulativamente estes requisitos (<a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=614&amp;artigo_id=614A0006\" rel=\"noopener\">art. 6.\u00ba, n.\u00ba 2<\/a>):<\/p>\n<ul>\n<li>um dos pais reside legalmente em Portugal h\u00e1 pelo menos cinco anos;<\/li>\n<li>o menor est\u00e1 inscrito e frequenta regularmente a escolaridade obrigat\u00f3ria, quando aplic\u00e1vel;<\/li>\n<li>se j\u00e1 atingiu a idade da imputabilidade penal, cumpre os requisitos das al\u00edneas e) a h) do n.\u00ba 1 (declara\u00e7\u00e3o de ades\u00e3o ao Estado de direito democr\u00e1tico, registo criminal, seguran\u00e7a e medidas restritivas).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Repare na diferen\u00e7a: na al\u00ednea f) do art. 1.\u00ba, os cinco anos contam-se no <strong>momento do nascimento<\/strong>; na naturaliza\u00e7\u00e3o, contam-se no <strong>momento do pedido<\/strong>. Uma crian\u00e7a nascida quando os pais tinham, por exemplo, dois anos de resid\u00eancia legal pode ser naturalizada depois, quando um deles completar os cinco anos. O procedimento \u00e9 <strong>gratuito<\/strong> (<a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=614&amp;artigo_id=614A0006\" rel=\"noopener\">art. 6.\u00ba, n.\u00ba 12<\/a>).<\/p>\n<p>Antes de 2026, bastava uma de tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es: cinco anos de resid\u00eancia de um dos pais, mesmo sem t\u00edtulo; resid\u00eancia legal de um dos pais, por qualquer tempo; ou um ano de frequ\u00eancia escolar da crian\u00e7a em Portugal. Foi tamb\u00e9m revogada a antiga via de naturaliza\u00e7\u00e3o de quem nasceu em Portugal e aqui residia h\u00e1 cinco anos, independentemente de t\u00edtulo (antigo art. 6.\u00ba, n.\u00ba 5).<\/p>\n<h2>J\u00e1 pedi a nacionalidade do meu filho antes da reforma. Que lei se aplica?<\/h2>\n<p>Se o procedimento estava pendente a 19 de maio de 2026, aplica-se a lei anterior: \u00abaos procedimentos administrativos pendentes \u00e0 data da entrada em vigor da presente lei aplica-se a Lei n.\u00ba 37\/81, de 3 de outubro, na reda\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 presente lei\u00bb (<a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=4016&amp;artigo_id=4016A0007\" rel=\"noopener\">Lei Org\u00e2nica n.\u00ba 1\/2026, art. 7.\u00ba, n.\u00ba 2<\/a>).<\/p>\n<p>H\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o que a lei n\u00e3o resolve de forma expressa: a crian\u00e7a nascida antes de 19 de maio de 2026 cujo nascimento foi registado sem a nacionalidade portuguesa, ou cujo pedido s\u00f3 \u00e9 feito agora. N\u00e3o encontr\u00e1mos regra clara nem orienta\u00e7\u00e3o oficial publicada sobre que reda\u00e7\u00e3o se aplica. Nesses casos, pe\u00e7a confirma\u00e7\u00e3o ao IRN e considere ouvir um advogado antes de entregar o pedido. Para acompanhar um pedido j\u00e1 entregue, veja <a href=\"https:\/\/asesor.legal\/pt\/blog\/consultar-processo-de-nacionalidade\/\">como consultar o processo de nacionalidade<\/a>.<\/p>\n<h2>O filho portugu\u00eas d\u00e1 a nacionalidade aos pais?<\/h2>\n<p>N\u00e3o. \u00c9 o caminho inverso, e a lei de 2026 eliminou a via espec\u00edfica de naturaliza\u00e7\u00e3o para pais de portugueses de origem. Explicamos o tema e as alternativas em <a href=\"https:\/\/asesor.legal\/pt\/blog\/nacionalidade-atraves-do-filho\/\">posso pedir a nacionalidade portuguesa atrav\u00e9s do filho?<\/a>. Para os pais, as vias habituais s\u00e3o a <a href=\"https:\/\/asesor.legal\/pt\/blog\/nacionalidade-por-tempo-de-residencia\/\">nacionalidade por tempo de resid\u00eancia<\/a> e, se forem casados com um portugu\u00eas, a <a href=\"https:\/\/asesor.legal\/pt\/blog\/nacionalidade-por-casamento\/\">nacionalidade por casamento<\/a>. E se for um dos pais a adquirir a nacionalidade, os filhos menores podem adquiri-la tamb\u00e9m, por declara\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=614&amp;artigo_id=614A0001\" rel=\"noopener\">art. 2.\u00ba<\/a>).<\/p>\n<p>Se a liga\u00e7\u00e3o a Portugal vem dos av\u00f3s da crian\u00e7a, e n\u00e3o do local de nascimento, veja <a href=\"https:\/\/asesor.legal\/pt\/blog\/nacionalidade-netos-de-portugueses\/\">a nacionalidade portuguesa atrav\u00e9s do av\u00f4<\/a>.<\/p>\n<h2>Quando falar com um advogado<\/h2>\n<p>Pode fazer sentido ouvir um advogado quando:<\/p>\n<ul>\n<li>a crian\u00e7a nasceu antes de 19 de maio de 2026 e a nacionalidade n\u00e3o ficou registada;<\/li>\n<li>a resid\u00eancia dos pais teve per\u00edodos sem t\u00edtulo ou interrup\u00e7\u00f5es e n\u00e3o sabe se os cinco anos est\u00e3o cumpridos;<\/li>\n<li>os pais n\u00e3o t\u00eam o mesmo estatuto de resid\u00eancia, ou um deles trabalha para o Estado do seu pa\u00eds;<\/li>\n<li>a crian\u00e7a pode ficar sem nacionalidade nenhuma (apatridia);<\/li>\n<li>o pedido foi recusado ou est\u00e1 parado h\u00e1 muito tempo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Encontre um profissional na nossa p\u00e1gina de <a href=\"https:\/\/asesor.legal\/pt\/advogados\/\">advogados em Portugal<\/a>.<\/p>\n<section class=\"faq\">\n<h2>Perguntas frequentes<\/h2>\n<details>\n<summary>Uma crian\u00e7a que nasce em Portugal \u00e9 automaticamente portuguesa?<\/summary>\n<p>N\u00e3o. Desde 19 de maio de 2026, o filho de estrangeiros s\u00f3 \u00e9 portugu\u00eas de origem nas condi\u00e7\u00f5es do art. 1.\u00ba, n.\u00ba 1, als. e), f) e g), da Lei da Nacionalidade; na al. f) \u00e9 preciso declarar que quer ser portugu\u00eas.<\/p>\n<\/details>\n<details>\n<summary>Quantos anos de resid\u00eancia dos pais s\u00e3o precisos?<\/summary>\n<p>Para a nacionalidade de origem pela al. f), cinco anos de resid\u00eancia legal de um dos pais no momento do nascimento. Para a naturaliza\u00e7\u00e3o do menor, cinco anos de resid\u00eancia legal de um dos pais no momento do pedido (art. 6.\u00ba, n.\u00ba 2).<\/p>\n<\/details>\n<details>\n<summary>Quanto custa a nacionalidade de um menor nascido em Portugal?<\/summary>\n<p>A naturaliza\u00e7\u00e3o prevista no art. 6.\u00ba, n.\u00ba 2, \u00e9 gratuita (art. 6.\u00ba, n.\u00ba 12). N\u00e3o verific\u00e1mos os custos da declara\u00e7\u00e3o de atribui\u00e7\u00e3o; confirme no IRN.<\/p>\n<\/details>\n<details>\n<summary>O meu filho nasceu em 2025. Que regras se aplicam?<\/summary>\n<p>Se o procedimento estava pendente a 19 de maio de 2026, aplica-se a lei anterior. Nos outros casos, a resposta n\u00e3o \u00e9 clara na lei: confirme no IRN ou com um advogado.<\/p>\n<\/details>\n<details>\n<summary>Ter um filho portugu\u00eas d\u00e1 nacionalidade aos pais?<\/summary>\n<p>N\u00e3o diretamente. Os pais t\u00eam de cumprir uma das vias pr\u00f3prias, como a resid\u00eancia ou o casamento com um portugu\u00eas.<\/p>\n<\/details>\n<\/section>\n<section class=\"fontes\">\n<h2>Legisla\u00e7\u00e3o e fontes<\/h2>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=614&amp;artigo_id=614A0001\" rel=\"noopener\">Lei n.\u00ba 37\/81 (Lei da Nacionalidade), arts. 1.\u00ba a 3.\u00ba, vers\u00e3o consolidada pela Lei Org\u00e2nica n.\u00ba 1\/2026<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=614&amp;artigo_id=614A0006\" rel=\"noopener\">Lei da Nacionalidade, art. 6.\u00ba (naturaliza\u00e7\u00e3o)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=614&amp;artigo_id=614A0011\" rel=\"noopener\">Lei da Nacionalidade, art. 11.\u00ba (efeitos da atribui\u00e7\u00e3o)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=614&amp;artigo_id=614A0015\" rel=\"noopener\">Lei da Nacionalidade, art. 15.\u00ba (resid\u00eancia legal)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?nid=614&amp;tabela=lei_velhas&amp;nversao=12&amp;so_miolo=\" rel=\"noopener\">Lei da Nacionalidade, reda\u00e7\u00e3o anterior (Lei Org\u00e2nica n.\u00ba 1\/2024)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=4016&amp;artigo_id=4016A0007\" rel=\"noopener\">Lei Org\u00e2nica n.\u00ba 1\/2026, de 18 de maio (Di\u00e1rio da Rep\u00fablica, 1.\u00aa s\u00e9rie, n.\u00ba 95), arts. 5.\u00ba, 7.\u00ba e 8.\u00ba<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.pgdlisboa.pt\/leis\/lei_mostra_articulado.php?tabela=leis&amp;so_miolo=&amp;nid=895&amp;artigo_id=895A0010A\" rel=\"noopener\">Regulamento da Nacionalidade Portuguesa (Decreto-Lei n.\u00ba 237-A\/2006), art. 10.\u00ba<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Informa\u00e7\u00e3o consultada a 29 de outubro de 2026.<\/p>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 2026 a nacionalidade deixou de ser autom\u00e1tica: declara\u00e7\u00e3o, cinco anos de resid\u00eancia legal de um dos pais, naturaliza\u00e7\u00e3o gratuita do menor e pedidos pendentes.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_alpt_intencao":"nacionalidade portuguesa para filhos de estrangeiros nascidos em portugal","_alpt_guia_pilar":"","_alpt_revisor":"","_alpt_noindex":"","_alpt_gemela_es":"","_alpt_llms_optional":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"area":[16],"cidade":[],"class_list":["post-148","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","area-imigracao-e-nacionalidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asesor.legal\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asesor.legal\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asesor.legal\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asesor.legal\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asesor.legal\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=148"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asesor.legal\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asesor.legal\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=148"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asesor.legal\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=148"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asesor.legal\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=148"},{"taxonomy":"area","embeddable":true,"href":"https:\/\/asesor.legal\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area?post=148"},{"taxonomy":"cidade","embeddable":true,"href":"https:\/\/asesor.legal\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/cidade?post=148"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}